É um mistério. O VW Golf GTI? Magia pura desde 1974 que ressoa no público. Uma qualidade intangível que a VW dominou há muito tempo. Até os pequenos foguetes de bolso atingiram o alvo – o Up GTI, o Lupo antes disso. Todos os amavam.
O Polo nunca recebeu essa ligação.
Uma vida difícil
Segmento não explica isso. Os Superminis são perfeitos para o tratamento hot hatch. Pense no Ford Fiesta ST. Pense no RenaultSport Clio. Os rivais governaram desde os anos 2000 até o final dos anos 201, mágicos e simplesmente magnéticos. Mas VW? O Polo quente só começou em 1998. Tarde demais. Sempre me senti incompleto, sem motores emocionantes, designs de suspensão brandos, sugestões exteriores maçantes.
Por que?
Talvez a VW tenha escolhido o pragmatismo em vez do orgulho, recusando-se a diluir um distintivo que não se comprometeu totalmente a defender em águas tão violentas.
O Polo teve um trabalho difícil. Os concorrentes eram feras. A VW tomou a decisão pragmática de ficar longe da luta. Talvez eles não quisessem que o nome GTI fosse manchado em um segmento pelo qual não eram apaixonados. É um risco. Agora que o Polo é o primeiro GTI totalmente elétrico da VW, eles estão apostando tudo em um perdedor?
A nova era elétrica
As preocupações permanecem sobre as especificações. 230 cv parecem suaves contra os rivais. Peugeot E-208? Vauxhall Corsa GSE? Ambos carregam mais 45 cavalos. Os números não mentem, mas os números são apenas metade da história. Não julgaremos a experiência de direção até que as rodas de produção cheguem ao asfalto.
O design é diferente. Andy Mindt, chefe de design da VW, canalizou os fundamentos da marca sem cair em clichês ou falar muito alto.
Parece perfeito.
A desejabilidade voltou. A identificação. O Polo tem o mesmo apelo que as letras lendárias da porta traseira incluídas. Finalmente um Polo pode surgir? Talvez.
